O lubrefil ou unidade de conservação é um acessório indispensável em qualquer rede que utiliza ar comprimido como meio de transmissão de energia. O nome mais popular deste importante acessório vem da sua composição/utilização: LUB (lubrifica), RE (regula a pressão) e FIL (filtra o ar).
Embora exista uma grande variedade de lubrefil's podemos dizer que o funcionamento é bem parecido. Vamos entender como funciona cada parte de elemento presente na entrada de ar de qualquer equipamento pneumático.
Começando pelo FILTRO, uma vez que a primeira coisa à fazer com o ar é reter aquelas partículas de sujeira que os demais filtros presentes no sistema não conseguiram eliminar.
O defletor A, logo na entrada do componente tem a função de causar um movimento de rotação no ar. Este giro faz com que as partículas maiores de sujeira sejam impelidas contra a parede do copo C e escorram até o fundo do mesmo para serem eliminadas mais tarde pelo dreno D. As partículas menores continuam viajando junto com o ar comprimo mas, para conseguirem sair do dispositivo e seguir adiante no circuito pneumático, precisam passar pelo elemento filtrante D. A maior parte da sujeira fica retida neste elemento e o ar vai mais limpo para o próximo componente do lubrefil.
O próximo elemento é o REGULADOR DE PRESSÃO.
O seu funcionamento não é complicado: a pressão desejada é regulada em função da pressão na mola A, através do aperto aplicado na manopla D. É importante entender que a pressão máxima é aquela fornecida pelo compressor, descontada de todas as quedas de pressão da rede, ou seja, este regulador consegue manter a pressão constante em um valor abaixo da pressão fornecida ao sistema pelo compressor. O ar entre pela parte vermelha representada na figura acima, e para conseguir sair precisa passar por uma abertura que é fechada pela válvula de assento C. Quando a pressão da entrada é maior que a força da mola A, o ar consegue empurrar a válvula para cima e saí do dispositivo. Quando a pressão da saída é mais alta do que aquela regulada na mola A, o ar que agora está do lago bege da figura, passa pelo orifício de equilíbrio G, consegue empurrar para cima o diafragma B, mas não a válvula C, desta forma, o orifício de exaustão F, no centro do diafragma é aberto e o ar escapa pelo orifício de sangria E.
Por último temos o LUBRIFICADOR, que muitas vezes é dispensado, dependendo das condições de funcionamento da máquina posterior ao lubrefil na rede.
Começando pelo FILTRO, uma vez que a primeira coisa à fazer com o ar é reter aquelas partículas de sujeira que os demais filtros presentes no sistema não conseguiram eliminar.
Secção de um filtro de ar comprimido |
O próximo elemento é o REGULADOR DE PRESSÃO.
Secção de um regulador de pressão |
Por último temos o LUBRIFICADOR, que muitas vezes é dispensado, dependendo das condições de funcionamento da máquina posterior ao lubrefil na rede.
Secção de um lubrificador |
O último elemento da unidade de conservação funciona graças a um princípio físico de um dispositivo conhecido como "Tubo de Venturi". Tratá-se de um estreitamento em uma tubulação por onde um fluído passa. Este estreitamento provoca um aumento da velocidade do fluído e consequente redução de pressão. O ar que entra no lubrificado precisa passar pelo Orifício de Venturi B, onde acontece o fenômeno explicado. O ar, com a pressão normal está forçando o óleo (representado na cor verde) para baixo. O tubo de sucção E comunica o óleo ao tubo de Venturi. Com a pressão na saída do tubo E foi reduzida, o próprio ar empurra o óleo e o faz gotejar no fluxo à alta velocidade.
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